Você já ouviu falar em Personal Branding ou Marca Pessoal? Pois é, o termo está se popularizando no meio corporativo e em outros campos da vida social. Mas você sabe o que ele significa?
Para entender o seu significado, é preciso entender o que é uma marca. Quando você vê a maçãnzinha da Apple, por exemplo, o que lhe vem à cabeça? Possivelmente, o nome de Steve Jobs, criador da empresa que revolucionou o mercado da informática mundial. Associados a ele, também é possível que estejam conceitos como inovação, confiabilidade e segurança de dados, certo? Pois é. São atributos como esses que, além do nome do seu criador, caracterizam a marca Apple.
Outro exemplo é a marca Kibon. Ela não traz lembranças doces e agradáveis que lhe remetem à infância? E, até hoje, ela não representa um sinônimo de qualidade em sorvetes?
Podemos dizer que uma marca é um nome, um termo ou um símbolo que identifica um produto ou uma empresa e que os distingue de outros. O valor de uma marca, nesse caso, estaria ligado às características e a preferência que o consumidor atribui a ela.
Mas não são apenas produtos e empresas que são representados por uma marca. As pessoas também. A cantora Madonna é um exemplo perfeito nesse sentido. Não só por ser reconhecida como uma grande popstar, mas por ser uma artista que soube se reinventar ao longo de seus quase 30 anos de carreira. Ela já foi símbolo de rebeldia, erotismo e ousadia, e hoje é também reconhecida pelos seus atos de filantropia. Em outro extremo, pessoas como Madre Teresa de Calcutá representam a caridade, bondade, compaixão e altruismo.
No entanto, não apenas as celebridades têm a sua marca. Todos nós também possuímos uma marca pessoal, algo que nos distingue em meio à multidão; todos nós somos vistos pelas qualidades que mostramos ao mundo, sejam elas positivas ou negativas.
Como já foi dito, a pessoal tem ganhado terrenos cada vez maiores no mundo corporativo e na vida social das pessoas. Hoje, um empregador busca muito mais que um bom currículo na hora de contratar um novo funcionário; nós também, se precisamos de um dentista, por exemplo, queremos mais do que apenas um nome encontrado na lista telefônica. Todos buscamos as qualidades que cada profissional deixam transparecer.
Aquilo que somos, as nossas aptidões, forças e qualidades; aquilo que queremos e o que nos faz diferente dos outros são condições mais importantes do que um simples currículo perfeito. Ou seja, a nossa marca fala por nós.
Reconhecer e definir a nossa própria marca é importante porque, muitas vezes, o que queremos que os outros pensem de nós nem sempre é o que eles veem na realidade. Em determinado momento, podemos querer que nos vejam como pessoas determinadas, audaciosas. No entanto, somos vistos como pessoas que, talvez, não conseguem terminar aquilo que começam ou que, no fundo, são ultraconservadoras. Outras vezes, uma pessoa é vista como confiante e durona pelos colegas de trabalho, mas covarde e medrosa pelos seus familiares, e de outra forma pelos amigos.
Nesses casos, a marca pessoal está em evidência, isto é, a pessoa ela mesma durante as 24 horas de um dia? A reposta é NÃO.
A nossa marca pessoal não é, simplesmente, algo que inventamos para agradar os outros ou nosso “público” alvo; nossa marca é definida por aquilo que realmente somos. Mas como isso é possível?
Primeiramente, é preciso descobrir a nossa visão de mundo e o que estabelecemos como missão. Depois, temos que identificar nossas forças, valores, propósitos e paixões. Em outras palavras, precisamos saber o que queremos quer deixar para o mundo, o que nos motiva a viver, o que nos realiza pessoal e profissionalmente. À medida que vamos nos descobrindo, ganhando mais auto-conhecimento, vamos definindo a nossa marca e conquistando maior autenticidade, ou seja, começamos a viver 24 horas por dia como realmente somos. Em consequência, nossa auto-estima e confiança aumentam e ganhamos em satisfação pessoal.
“A coisa mais exaustiva que você pode fazer é ser inautêntico”, escreveu a aviadora e autora Ann Morrow Lindbergh. Quando iniciamos este processo de descoberta das forças individuais, passamos a encontrar também o nosso diferencial. Como disse William Arruda, um dos percussores do Personal Branding no mundo, "o que te faz único te traz sucesso".
Definir a nossa Marca Pessoal é algo que nós mesmos devemos fazer para que os outros não a definam por nós. O Personal Branding é o nosso patrimônio pessoal.